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Sexta-feira, 17 de Novembro de 2006

Escândalos do mar profundo

Vistas bem as coisas, raramente na história das religiões houve identidade entre o que se afirma nos textos sagrados (morais, filosóficos, justos e ideais ) e a prática canónica ( pragmática e oportunista). Em tese, se Deus dispõe, a Igreja constrói e reconstrói o Divino, segundo o modelo que de momento mais lhe convém. É por isso que os evangelhos cristãos condenam o dinheiro como a origem de todos os males e a exploração do homem pelo homem enquanto que o Vaticano, logo seguido pelas grandes ordens religiosas, é um exemplo acabado de como se entesoura, se enriquece e se engana em consciência, para encobrir o crime. Tem sido sempre assim através dos tempos. Escusamos, pois, de andar à procura dos «escândalos pequenos» (como o daquele que os jornais relatam, do empresário católico que vende pela NET certificados falsos do cumprimento de promessas à Virgem de Fátima, sob o olhar benévolo do clero) ou dos casos do dia-a-dia que a imprensa noticia, sejam eles as violações da Casa Pia, as fraudes nas Misericórdias ou os delírios da engenharia criativa, usada e abusada em relação ao embrião e ao feto. É no mundo das finanças e do negócio e ao som atroador dos silêncios cúmplices do alto clero que as lamas do mar profundo se revelam. Os crimes de guerra e da tortura que se calam. Os milhões de mortos pela fome chorados com lágrimas de crocodilo. As relações da igreja com o crime organizado. Os esquemas de escravização universal do homem que avançam sem que os cardeais os denunciem. E, naturalmente, a prática sistemática da corrupção amparada na religião.


Uma pedra no sapato

A hierarquia portuguesa confronta-se com situações de crescente intensidade. O capitalismo da globalização procura impor-se por via totalitária. O fosso entre pobres e ricos promete passar a abismo entre a miséria total e a opulência global dos escolhidos. O país está à venda e é entregue a quem mais der. A todo o vapor, o governo garante educação só para as elites, saúde apenas para quem a pague, emprego para os que o apoiem e façam voto de obediência total. A Constituição é um trapo, a separação de poderes uma farsa. A mentira pública é usada como um método, um atalho do poder. A TV serve de caixote do lixo e é a fórmula sofisticada e doce que instala insensivelmente nas mentes a imagem do tirano bom ou do ladrão generoso.
É nestes quadros que a igreja católica elogia Sócrates e lhe dá apoio através do voluntariado da sua famosa sociedade civil. E não apenas assim. Tapa e destapa a miséria com pequenas caridades em rede. Aproveita a situação para dominar na saúde, no ensino privado, na imigração e na segurança social. Resumindo : a igreja católica é uma pedra insubstituível do sistema capitalista neoliberal. Porém, de vez em quando, surgem tropeços no bom entendimento desta parceria. A notícia a que aludimos surgiu inesperadamente, ainda que não surpreenda. Em Espanha, a polícia fiscal invadiu, no âmbito do combate à corrupção, as delegações do Banco Espírito Santo. Aprendeu documentação e ordenou o congelamento de contas de clientes no valor global de um bilião e meio de euros. As investigações, orientadas pelo mediático juiz Baltazar Garçon, prosseguem a ritmo intenso. Pelo que referem os jornais, estão envolvidas numa gigantesca fraude de branqueamento de capitais «holdings» ibéricas bem conhecidas, como o BES, a seguradora Cahispa, a gestora de fundos financeiros Cartera Meredional, assim como um gigantesco grupo bancário francês, o BNP Paribas. Toda esta rede de tráfico de divisas utilizava, segundo se afirma, os paraísos fiscais de Portugal, Brasil, EUA, Luxemburgo, Paraguai e Espanha. As investigações da polícia espanhola começaram há já quatro anos e sabe-se que dezenas de multinacionais poderão estar envolvidas nesta fraude. Os jornais relacionam esta operação com diversos outros escândalos financeiros, nacionais e internacionais, como foi o caso do Portucale e do Mensalão. Parece estarmos em presença de um autêntico terramoto. Mas veremos se alguma coisa se virá a apurar ou se as culpas, uma vez mais, morrerão solteiras. A ver vamos!
Do pouco que se conhece sobre esta rede criminosa ressalta um aspecto curioso : todos os nomes e siglas que são mencionados nesta fase da investigação surgiram, no passado, como representando «holdings» ou grupos financeiros geridos directamente pelo Opus Dei ou funcionando no âmbito dos negócios do Vaticano. Basta, para tanto, que se consultem as pastas dos tempos de Mário Conde, da Banesto, da Gescartera, das Cajas de Ahorro, da SAES, da Elf Aquitana ou dos casos Falcone, Miterrand e Ruiz Mateos. Todos eles, gente muito devota e acima de qualquer suspeita.

Jorge Messias


publicado por laura_ceu às 21:08

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